"Ela parece que não escuta."
Você chama, repete, levanta a voz, e a criança continua no mundo dela. Não é falta de atenção pelo seu chamado — é que a função executiva ainda não atravessou.
A Bússola não muda o caminho — ajuda a encontrar.
Pra crianças que parecem não escutar, que precisam ouvir mil vezes, que sentem muito e nem sempre sabem nomear o que se passa por dentro. Um sistema diário de apoio à regulação emocional, função executiva e autoconhecimento — na rotina de casa e da escola.
A Bússola não promete mudar a criança — promete dar a ela um sistema externo de apoio pra que esses momentos pesem menos, na casa de vocês.
Você chama, repete, levanta a voz, e a criança continua no mundo dela. Não é falta de atenção pelo seu chamado — é que a função executiva ainda não atravessou.
Cada manhã é a mesma sequência. Escovar, calçar, pegar a mochila. Você sabe que ela sabe — mas o caminho do plano até a ação trava no meio.
Às vezes o afeto chega grande demais e ela não sabe o que fazer com ele (intensidade emocional comum no TDAH). Às vezes nem encontra o nome do que sente (alexitimia comum no autismo). Falta vocabulário pra reconhecer e ritmo pra atravessar sem se quebrar.
Lista escrita, lembrete falado, timer, ícone, sequência ilustrada. Quando o apoio externo existe, ela funciona. Quando some, trava de novo.
O responsável descreve a criança e a rotina em linguagem corrida. A IA estrutura tudo — micropassos visuais, timers, vocabulário, estratégias de regulação, jogos de conexão. Depois, você personaliza cada detalhe com mais de 10 alavancas pra deixar exatamente do jeito da sua criança.
Você responde algumas perguntas curtas sobre a sua criança — idade, características, rotina, o que costuma travar — e a IA monta um sistema completo pra começar a usar hoje. Pode ser feito por qualquer responsável: pai, mãe, avó, tio, terapeuta. Sem manual, sem curva de aprendizado.
Palavras que sua criança usa e reconhece — "banho", "banheirinho", "molhar".
Gentil, firme, divertida, neutra. O tom que sua criança responde.
Pictogramas, ilustrações ou fotos. Lúdico, neutro ou realista.
Cada criança tem seu tempo. Ajuste de duração e estilo de contagem.
Quantos micropassos cada tarefa precisa ter — de 2 a 12, conforme necessário.
Visual, sonoro, vibração — ou combinações. Escolha o que regula sem sobrecarregar.
Baixa estimulação (cores neutras, sem som) ou ativação (cores vivas, animação).
Vocabulário adaptado à idade real — de 4 a 16 anos, com transições suaves.
Ordem das atividades, momentos de pausa, transições entre blocos.
Quais técnicas aparecem em momentos de crise — respiração, pausa, contagem, território seguro.
Quais jogos entram na rotina, frequência, quem joga junto.
Mais de uma criança na mesma casa? Cada uma com seu próprio sistema, sem misturar.
Pode ajustar tudo de uma vez ou aos poucos, no ritmo da casa. Depois, é pra usar todo dia.
Depois da configuração inicial, a Bússola entra na rotina da sua família como apoio invisível no fundo da casa — do mesmo jeito que uma lista na geladeira ou um timer no fogão, mas adaptado à sua criança. Cinco momentos do dia em que o sistema externo costuma fazer mais diferença:
Sequência visual pra acordar, escovar, vestir, comer e sair de casa. Timer ajustado ao ritmo da criança. Lembrete da mochila.
Lembretes de tarefa, micropassos pra organização do material, ferramentas de autorregulação que cabem no bolso quando a aula aperta.
Transição decompressão. Lanche, banho, pausa sensorial. Deveres quebrados em micropassos que cabem antes da fadiga chegar.
Jogos curtos de conexão familiar, conversa guiada sobre o dia, construção de vocabulário emocional num momento de baixa pressão.
Ritual visual de desaceleração, fechamento do dia, exercícios curtos de regulação pra atravessar a transição pro sono.
A criança é quem usa. Pequenas podem precisar de mediação no começo; mais velhas pegam autonomia rápido. O adulto só entra pra ajustar algo ou conversar sobre o que apareceu — não pra ficar lembrando a criança de checar.
Como PWA leve, a Bússola roda no celular da criança (quando autorizado) ou ajuda a família a montar uma versão impressa pra mochila. Lembretes, micropassos e ferramentas de regulação que funcionam fora de casa também.
A Bússola separa claramente o que é configuração externa (responsável estrutura uma vez, fica ali) do que é agência da criança (ela cria, registra, decide). Todo o sistema é gamificado de forma respeitosa — sem ranking, sem comparação com média, sem cobrança disfarçada. Cada recurso foi desenhado em torno de uma dificuldade comum no desenvolvimento atípico.
O responsável monta uma vez e a criança opera a partir disso. Esses recursos formam a "estrutura externa" da função executiva — funcionam como andaime enquanto o músculo da criança ainda está se formando.
Ícones, sequências ilustradas e linguagem simples — a criança vê o que vem agora e o que vem depois.
Não é cronômetro de pressão. É marcador de tempo previsível, ajustável, que ajuda a criança a perceber a duração do que está fazendo.
Tarefas grandes quebradas em pedaços minúsculos — porque "escovar os dentes" pode ter 8 passos invisíveis pra uma criança que trava no meio do caminho.
Vocabulário pra nomear o que sente, estratégias adequadas à idade, e exercícios de respiração e pausa quando o afeto chega grande demais.
Quando uma ação precisa de mais peso pra criança parar e fazer, você adiciona chips visuais maiores dos dois lados. Não é recompensa — é só ênfase pra fixar a atenção. Tipo escovar os dentes com chips 10x mais visíveis no passo.
Você adiciona pontos em atividades específicas (lavar louça no jantar) e numa aba dedicada a comportamentos (não brigar, não gritar). Esses pontos somam à gamificação geral do app — engajamento extra pra quem responde bem a esse tipo de incentivo, sem ranking nem ameaça.
Função executiva é o músculo mais cansado da casa atípica. A Bússola entra como apoio externo enquanto esse músculo ainda está se formando.
Aqui a criança não é executora — é autora. São espaços onde ela registra, organiza, expressa, decide o que vira parte da rotina. Importante pra construir autoconhecimento e o sentido de que o sistema é dela, não imposto por cima.
Quando a criança esbarra numa situação difícil, ela aciona o Cérebro. Ele oferece 3 micropassos práticos pra atravessar o momento — respirar, nomear, decidir o próximo gesto. Todos os caminhos do Cérebro são configurados e validados por adultos: a criança nunca está sozinha com IA solta num momento sensível.
A criança registra ideia, pensamento ou coisa que precisa lembrar — em texto ou áudio. Pode salvar pra ver depois, fixar como nota na própria rotina, ou mandar pro topo do dia. Tira o peso da memória ativa e libera a cabeça pra pensar em outra coisa.
Espaço pra criança guardar memórias importantes — momentos bons, conquistas, dias marcantes, coisas que ela quer levar. Constrói narrativa pessoal e autoconhecimento ao longo do tempo, sem virar tarefa.
Aniversários, eventos, prova, festa do amigo. A criança coloca o que importa pra ela — lembretes que aparecem na hora certa, ajudam na memória prospectiva e tiram da cabeça aquilo que ela ficaria carregando o dia todo.
A criança dá feedback do que funciona e do que não funciona pra ela. O app usa isso pra gerar análises de como melhorar — o responsável vê e ajusta. Um loop em que a criança é ouvida e participa do desenho do próprio sistema.
Ferramentas pra ajudar a criança a colocar em palavras o que pensa e o que precisa — especialmente pras que ainda não encontram o próprio dicionário. Aqui ela tenta, não é avaliada.
A Bússola tem uma coleção de jogos curtos pra pais e filhos jogarem juntos — pensados pra crianças neurodivergentes, mas que funcionam pra qualquer família. Conversas guiadas, perguntas que cabem no tempo da criança, brincadeiras que constroem vocabulário emocional e fortalecem o vínculo.
Porque na rotina de uma família atípica, o tempo de qualidade muitas vezes vira tempo de manejo. A gente quer devolver um pedaço do encontro.
Sem spam, sem countdown ansioso. Você recebe um e-mail quando a Bússola abrir as primeiras vagas, e nada mais.